Sábado, 11 de Julho de 2009

Sem mais, obrigado



E ainda consegui dizer:
"A gente te ama, Paulinho".

Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Amanhã, outra dose

Nesta sexta, Paulinho da Viola volta ao Canecão e a encantar a gente - ingressos comprados, lá vamos nós...

O show é "o mesmo" que estreou em dezembro de 2007, mas é claro que Paulinho nunca é "o mesmo" - ele que só melhora!

Lá nessa estréia, em 2007, escrevi aqui Uma dose de Paulinho.

É isso, é isso.

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Blog do Cláudio

Meu amigo Cláudio Renato - esse grande amigo e parceiro de quem volta e meia falo, como AQUI e AQUI - entrou para o mundo dos blogs: lançou o Passavante.

Cláudio, o Crenato (na foto ao lado, entre o Viola e o Quintella, na quadra da Portela), era, até há pouquíssimo tempo, um herói da resistência: recusava-se a ter um celular - atentem para essa maravilha!
Agora, aderiu à internet, no que fez muito bem porque vem contribuir com o Lado Bom da Força.

Além de tudo, o recém-inaugurado blog - estejam certos - é garantia de inteligência e boas histórias.

Bem-vindo, Dom João!

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Sangue de Boi

Recomendo expressamente a leitura dos dois textos mais recentes (de ontem e de hoje) de Luiz Antônio Simas e Eduardo Goldenberg, em seus respectivos blogs.

Em "A vinhognoseterapia" e "As mesas falantes" eles retratam, de forma brilhante e engraçada (e verdadeira, como sempre!), essa cambada de babacas que andam por aí "analisando" vinhos, "literatura" e que tais.

Um abraço aos dois e viva o Sangue de Boi!

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Blog do Bruno

O safado do Quintella criou um blog, o Faca Amolada (atualiza, malandro, cadê a carambola do Moacyr?), e nem me avisou...

Quando descobri, e depois de ler um post sobre o pai dele e tempos idos do jornalismo, emocionado, escrevi e mandei-lhe um texto de boas vindas, publicado por lá há uns dias.

Agora, é com ele que quero abrir este julho por aqui.

Em nome do pai

Foi no dia em que a bunda ia passando. Redonda, bojuda, displicente, nem aí pra ninguém. A-com-pa-nha-mos a bunda, um sem saber do outro. No giro de volta dos pescoços (e mentes) ao lugar – será? –, encontraram-se os nossos olhos. Rimos, num leve balançar de cabeças, e voltamos – já cúmplices – à realidade de notícias e outras chatices.

O comparsa de tão frugal momento era o Tim. Pai de um filho que hoje tenho feito irmão.

Emocionado com o que li aqui e com a nossa amizade, e pra dar as boas vindas ao seu blog, eu, que tenho pai à distância, agora corrompo os lindos versos da canção de Gil pra dizer a você que “passei muito tempo aprendendo a beijar outros homens como beijo (beijasse) meu pai”.

E você, que tem o pai presente em todo minuto, saiba que – e recorro de novo a Gil, eu que não sei escrever nem versar – “quando beijo um amigo estou certo de ser alguém como ele (o pai, um pai) é, com sua força pra me proteger, com seu carinho pra me confortar, com olhos e coração bem abertos pra me compreender”.

Então, como numa pausa de mil compassos sonhada por Paulinho, ao meu jeito fiz este arremedo de texto, lá para o infinito – ou para bem aqui, dentro da gente.

Meu amigo: um beijo.

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Só pra dizer

Isso não deve querer dizer nada, mas:

hoje acaba junho e, com ele, a primeira metade deste 2009...

Terreiro Grande no cinema

Furto as palavras da Agenda do Samba e Choro pra anunciar o documentário - de 63 minutos - sobre o Terreiro. Pena, por enquanto, que só passará no Rio uma vez - às 19h do próximo dia 12, no Cine Santa Teresa.

"O documentário 'Terreiro Grande', sobre esse querido conjunto paulistano, pode ser assistido dentro da programação do 'I In-Edit Brasil - Festival Internacional de Documentário Musical', que acontece a partir desta semana (primeiro em São Paulo e depois no Rio)".

Sinopse:

"O filme se abre para os bastidores de um grupo de amigos unidos em torno do amor ao samba, sobretudo o samba de terreiro antigo, ligado às escolas de samba tradicionais do Rio de Janeiro. São trabalhadores comuns, homens do povo, gente que encontrou na música produzida por compositores igualmente humildes uma forma de expressão que traduz, ainda hoje, o cotidiano das classes pobres urbanas do Brasil".

"Os preparativos para um de seus raros shows são o mote inicial do documentário (...). Da coletividade de onde saem abraços, letras de improvisos e uma sonoridade harmoniosa e candente, emergem reflexões apuradas sobre a música popular e a história do país, sobre o peso compressor da indústria cultural, sobre a riqueza das referências melódicas e poéticas do samba e a necessária militância por uma cultura ligada aos pobres, aos dominados e explorados".

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Michael Jackson

Era um não-ser. Não exatamente negro, nem branco. Nem criança, nem adulto. Nem homem, nem mulher. Humano, às vezes parecia um robô. Robotizado, era tão humano - e tão frágil.

Uma grande estrela, das maiores que o mundo já viu. Tão bonito quando pequeno - preto, real, cantando em talentosa família. Tão feio, mas tão feio quando grande - esbranquiçado a traumas e fórceps e remédios.

Marcou a vida da gente. Um talento imenso. Uma solidão imensa. Tanto dinheiro, mas pra quê? Tanto sucesso, de que valeu?

Hoje só o que consegui sentir foi pena dele. Muita pena.

Michael Jackson passou a vida tentando achar a si mesmo - ou a quem pensava que era (ou que deveria ser). Nunca encontrou.

Que descanse em paz.

Paulinho vem aí

Começa dia 10 de julho a minitemporada de Paulinho da Viola no Canecão. Serão poucos shows, e caros, mas, como sempre, imperdíveis.

Como já escrevi aqui (aqui!), "devia haver uma lei que proibisse Paulinho da Viola de ficar tanto tempo sem se apresentar. Porque seus sambas e tudo o que os envolve - poesia, cadência, elegância - é daquelas coisas que a gente precisa pra se sentir melhor em relação ao mundo, ao tempo, à vida".

É isso, por enquanto.

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

Mandala

Aí que ontem, às tantas da noite, ao lado desse irmão da vida que é o Delfim, parei para a saideira no Mandala, na Siqueira Campos.

O Mandala, onde eu só havia estado uma única vez, também para a(s) saideira(s), é um botequim estupendo: fétido, apertado, desconhecido, de uma integridade absoluta.

A Antarctica, cuja garrafa estava esbranquiçada, doía na garganta de tão gelada e nós, de pé junto ao balcão, fomos - de repente e por alguns segundos - jogados no mais inocente passado, aquele de sons da infância, de palavras ditas por avôs e que tais.

Foi quando nossos olhos toparam com o singelo cartaz, colado na parede, se não me engano escrito à mão, através do qual o bar, solícito, oferecia mais um serviço ao freguês: "Trocamos os seus vasilhames".

Vejam só que maravilha, meus amigos: va-si-lha-mes.

Por um instante, senti-me de volta a meus 4 ou 5 anos - quando não existia esse negócio de pet e, para se comprar garrafas de bebidas no bar ou no mercado, ainda era preciso levar outras, vazias, para trocá-las pelos vasilhames (ou cascos, como também se chamavam) cheios.

O que não faz um boteco de verdade com o coração da gente, não, Delfo?

Segunda-feira, 8 de Junho de 2009

Simas e João - do Rio!

É Marcelo Moutinho quem conta as boas novas do Império Serrano, que segue firme, ainda bem e apesar das máfias, na contramão da mesmice que tem emburrecido o samba.

Leia AQUI.

Terça-feira, 2 de Junho de 2009

Tim

Hoje faz sete anos que Tim Lopes morreu. Por um ano, fomos colegas de redação e, por isso, vivi muito de perto os dias que se seguiram ao seu desaparecimento, até a confirmação do pior.

Depois, por um desses presentes que a vida às vezes resolve dar pra gente, tive a imensa sorte de me tornar amigo do filho dele: Bruno Quintella, um irmão da vida, de quem já falei algumas vezes por aqui (inclusive aqui, onde cito o seu pai).

Hoje, o Bruno enviou para alguns amigos o texto que publico abaixo. Um beijo, amigo.

"Hoje eu poderia escrever mais uma vez sobre violência. Sobre tráfico de drogas e de armas. Também poderia discorrer ideias ou pensamentos criticando a política de segurança do estado - ou a falta dela. Muros da discórdia.

Ou falar de assassinatos e torturas. Crimes e mortes.

Falar sobre impunidade, redução de pena, progressão de regime, guerra de tribunais e tribunais de guerra. Legitimação do estado democrático de direito ou sua proclamação, ainda que tardia. Censura à imprensa por parte do governo. Censura à imprensa por parte do tráfico - ou da milícia. Relembar casos do jornalista Tim Lopes, da equipe de reportagem do jornal "O Dia" e do bravo fotógrafo André Az, por exemplo. Ou do crescente número de mulheres grávidas vítimas da violência. Filhos que morrem dentro das mães: mães que morrem dentro dos filhos.

Também não seria novidade levantar outras questões, como o inferno que viveram agora - ou vivem - moradores de Copacabana e do Leme. Isso era coisa do subúrbio e zona norte, claro, fora Rocinha. Poderia reverenciar os últimos feitos em comunidades como o Batan, Cidade de Deus, Santa Marta, Chapéu-Mangueira. Vila Cruzeiro?

Não, não vou tocar nesse assunto. Nem deveria, porque estamos cansados da violência, vivemos em eterno estado de ressaca moral, ou melhor, ressaca social. São comerciantes, empresários, policiais, taxistas, jornaleiros, jornalistas, fotógrafos: trabalhadores. São chefes de família. Nem todos são pais, mas todos são filhos. A violência não escolhe profissão nem cartáter. A violência, sim, é indiscutivelmente democrática.

Mas não. Hoje quero falar do meu pai. Não do jornalista Tim Lopes. Mas do pai Tim Lopes. Alguém mais sente essa falta? Não. Ninguém. A saudade é imensa e, há sete anos, todo mês de junho é assim. A temperatura é mais amena, mas o frio é sempre maior. O silêncio do outono fala mais alto. Lembro da minha infância, correndo pela redação do Jornal do Brasil, de O Dia. Dos almoços de domingo, dos jogos do Vasco no Maracanã, ainda quando começavam às cinco da tarde. "Olha, vai de calça, senão não dá pra entrar na tribuna de honra do Maraca" ou " aquele ali é Touguinhó, puta jornalista" ou ainda "Ih, o Aydano tá ali... Foge, foge, porque ele é flamenguista". O convite "Quer entrar em campo? Niltinho (fotógrafo) vai te colocar na boa, cola com ele, vai, vai" e a ideia sugestiva: "Vamos de ônibus, porque se formos de táxi, não vai rolar grana pro lanche no intervalo do jogo". E íamos, pai e filho, em direção ao Maracanã, eu de boné e calça num calor de fevereiro: "Se você vai de boné, mermão, não pode sentar na janela. Vai dar mole? Nego do lado de fora leva logo na mão grande. Fica esperto" - advertia ele, temendo pela minha falta de malandragem, coisa de quem foi criado nesse feudo social chamado Zona Sul.

Lembro dos almoços em botequins, cafés da manhã em padarias, da praia no Posto 8, da festa junina da Mangueira, do sítio de Saracuruna, do pôr do sol no Arpoador, dos passeios pelo calçadão, das viagens, da mesada, das matérias que vi nascer em mesas de bar - e depois estampadas na primeira página dos jornais. Outras que abriam o Jornal Nacional, ou ainda, as reportagens "do boa noite do JN. Vê lá, filhote, creditozinho do teu pai." E eu via, porque não sabia ainda que vaidade e orgulho eram coisas diferentes.

O jornalista Tim Lopes era o meu pai? Não. O meu pai era o jornalista Tim Lopes. Como filho e também jornalista, não é fácil separar uma coisa da outra. Não que devamos desvencilhá-las, mas acho que sinto mais falta de um do que de outro. Não convivi com o jornalista Tim Lopes nas redações. Ouço as histórias, imagino os detalhes, como teria sido, como ele teria reagido em determinada situação, como conseguiu aquela entrevista. É como se percorresse um caminho de volta ao passado, sem nunca tê-lo vivido, mas que é trilhado pela saudade dos amigos e pela memória das matérias. Ler reportagens antigas, ou ainda ouvir "você é filho do Tim? Ô rapaz, teu pai certa vez...", me fazem ficar mais perto dele, do jornalista. Nunca vou saber como seria, mas posso ter uma ideia de como foi. Mas não em relação ao pai. Essa é a saudade que dilacera o homem.

Todo dia o meu pai morre, porque acordo com ele vivo. Ouço suas palavras, me divirto com suas gargalhadas, me assusto com suas broncas em voz baixa, suas risadas desordenadas, seu olhar de criança. Mas no final do dia, acabo lembrando que ele não está mais aqui. Que não volta mais. Que nunca mais meu pai vai me dar um pito ou um abraço apertado, ou vai dizer: "meu filho, que orgulho! você agora é jornalista". O que dá coragem de seguir em frente, é que todo dia meu pai, depois de morrer nasce mais forte, dentro de mim. E começo a entender: nunca me deixou. Sinto sua presença mesmo sem saber quando nem onde. Não saber, mas sentir.

O amor de pai e filho não cabe em palavras nem lágrimas. Elas são apenas afluentes da saudade. O amor de filho aumenta a cada dia. E todo mês de junho, entre o dia de morte de meu pai e o dia do meu nascimento, separados por dez dias, me sinto mais próximo dele. Não porque vou ficando mais velho, mas porque vou me tornando mais homem, açoitado pela crueldade da morte, mas fortalecido pelo sofrimento da vida.

A primeira vez que andei sozinho na rua devia ter uns sete anos. Desci do antigo apartamento de meu pai, na Rua Jangadeiros, e fui à lanchonete da esquina comprar caldo de cana e pastel de queijo. Tudo era aventura: até apertar o botão do elevador. Atravessei a rua, estiquei a mão com o dinheiro e fiz o pedido. Lembro que comi em pé, só, olhando do balcão para a janela onde meu pai me fitava cuidadoso, mas desviava o olhar de quando em quando, para que eu tivesse a ligeira sensação de que estava sozinho no mundo. Aí, quando o flagrava me olhando de volta, ele acenava discretamente, esticando o polegar da mão direita e arriscava um assovio malandro, que só eu reconheceria. Ele sorria, sei porque enxergava seus dentes de longe. Talvez porque estivesse sorrindo com o coração. Estávamos felizes. E depois de limpar a boca com as costas da mão, me dirigi de volta pra casa, cheio de pose, aos sete anos, pensando: a rua é um palco onde tudo pode acontecer. Mal sabia eu que já era jornalista naquele tempo.

Hoje sinto que estou andando pela primeira vez não na rua, mas na vida. E meu pai me olha de outro lugar e não da janela do apartamento. Ainda ouço o assovio malandro, lembrando feliz daquele tempo. Esse Tim Lopes não morreu.

E toda vez que volto pra casa, fecho os olhos, e consigo vê-lo esticando o polegar, sorriso malandro e penso: o coração é um palco onde tudo pode acontecer."

Bruno Quintella

Dicionário com trema, hífen e amor

Lembrando que hoje - começando às 7 e meia da noite, na Livraria da Travessa de Ipanema - tem o lançamento do Dicionário Amoroso da Língua Portuguesa (Ed. Casa da Palavra).

O livro é organizado em parceria pelo querido Marcelo Moutinho e pelo português Jorge Reis-Sá e reúne escritores de Brasil, Portugal, Angola, Moçambique e Timor-Leste, todos países lusófonos. Os35 autores desenvolveram contos, poemas ou ensaios a partir de uma palavra de sua livre escolha.

Moutinho ressalta um detalhe importante - importantíssimo, eu diria:

- O livro NÃO levou em conta as normas do acordo ortográfico. Ou seja, é Português à moda antiga - comemora.

É um belo programa, ainda mais que teremos por lá, para molhar a palavra, caldinho defeijão, bolinho de bacalhau, vinho e cerveja.

Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

'Um astral impressionante de felicidade'


Retirei a frase aí do título agorinha, do blog do Moacyr Luz (aqui). É assim que, apesar dos pesares e das tragédias que volta e meia nos espreitam, começo junho.
Ela me serve, neste post, para dois registros.

O primeiro (olha a foto aí) se refere ao show - bonito de doer e tão singelo! - que, como eu previa, Terreiro Grande e Cristina Buarque fizeram, neste finde, no Rio. A grande obra de Antônio Candeia Filho ficou ainda maior (no tamanho e na genialidade) com as músicas apresentadas, quase todas pouco conhecidas e algumas até inéditas. Tudo naquela levada amorosa do pessoal do Terreiro, e na voz embargada de sentimento e amor pelo grande samba que tem a Cristina (quem já os viu e ouviu juntos sabe exatamente do que eu tô falando). Agora, como concordou comigo no fim do show o Renato Martins - ou, como o chama o Gabrielzinho (também lá, claro!), o Pé Sujo -, só falta lançarem o disco em Paquetá, numa roda legítima, sem palco, como fizeram com o disco anterior...

O segundo registro é que hoje, daqui a pouco, comemoram-se os quatro anos do Samba do Trabalhador. É sobre ele que o Moacyr escreveu no blog nesta segunda, tascando a tal frase, muito bem apropriada. Já falei muito sobre o samba das segundas no Renascença, tudo espalhado aí pelo blog. Emociona-me sempre, sempre. Sugiro uma lida no post anterior do Moa (aqui), onde ele conta, de novo, como tudo começou. Vida longa ao Rena e a essa grande roda, que nos mostra, como já disse aqui, a cada tarde de segunda - a mais cinzenta ou a mais ensolarada -, que um outro Rio é possível.

Sexta-feira, 29 de Maio de 2009

Morango com fumaça

A cena se deu hoje, na hora do almoço (e, pelo despropósito da coisa, me lembrou outra, que narrei aqui).

Com um pouco mais de tempo que o habitual, fui sozinho comer perto do trabalho, na Praça São Salvador, ali no Flamengo. Começo a degustar o meu humilde feijão com arroz quando senta, mesa ao lado, um casal.

Eles olham o cardápio, pensam, debatem. Vem o garçon:

- O que vai ser pra beber?

- Suco de morango. Sem açúcar - respondeu a mulher (confesso que preferia não ter escutado).

- Batido com leite? - ainda quis saber o pobre homem da bandeja.

- Não, com água mesmo.

Aí, a grande imagem: ela acende o cigarro, que vai sendo tragado com voracidade.

Ou seja: engordar nem pensar, mas câncer no pulmão, quem sabe?